Acidente de Trânsito

Hoje, as transportadoras têm um custo elevado relacionado aos sinistros, defeitos de manutenção e até defeitos de fábrica.

A realização de seguros, para transportadoras é uma operação interessante. Pois, o foco das seguradoras é um pouco diferente do objetivo da sociedade, de uma forma geral. O processo das seguradoras, para avaliar os riscos de acidentes de trânsito, divide em duas grandes partes:

  • O segurado pequeno (poucos veículos)
  • O grande segurado (empresas detentoras de vários veículos)

Esses dois mercados são bastantes distintos, para as seguradoras. Dado a tais diferenças elas usam processos administrativos para atingir essas duas partes do mercado.

Perito acidente trânsito

Riscos de Acidentes de Trânsito para Pequenos Clientes

Quando o cliente é pequeno, as seguradoras tratam seus dados de forma estatística. Elas trabalham no levantamento de roubo de veículos, por região, buscam relacionar a cor do veículo ao comportamento de seu motorista principal. Visando detalhar ainda mais, elas estudam o comportamento da sociedade por idade e por gênero.

Elas trabalham bastante na busca de tais dados. Pois, esse tipo de informação tem uma grande correlação aos acidentes de trânsito. Desta forma, as seguradoras pesquisam esses dados visando dar o aceite nas apólices de seguro desse mercado de varejo, repletos de segurados individuais.

Os Acidentes de Trânsito Relacionados a Grandes Clientes

A ideologia apresentada para o pequeno cliente não se aplica diretamente às grandes empresas. Pois, quando passamos o foco para a empresa notamos que é provável que o motorista de um caminhão varie bastante. Com isso, as características desse seguro não têm fundamentação em estatísticas com base em dados pessoais.

As seguradoras olham para as transportadoras com o foco na administração das empresas proprietárias de veículos. Para elas, o critério de contratação de motoristas tem um grande peso na possibilidade de ocorrência de acidentes. Além desse fator, as seguradoras também se preocupam com a região de atuação da transportadora. Afinal, uma grande transportadora que atua em entregas em grandes centros costuma trafegar pelas melhores rodovias, as mais conservadas do sistema viário.

Dessa forma, o processo de avaliação de risco dos acidentes de trânsito difere das análises de risco do condutor individual. Pois, tais empresas fazem rodízio de motoristas visando otimizar o uso de seus veículos.

Caso queira um orçamento para avaliar o seu sinistro, contate-nos. Faça uma avaliação das possibilidades de se defender, com argumentos técnicos. 

Veículos Não Segurados, no Brasil

O percentual de veículos segurados, no Brasil, é baixo, comparado à países de primeiro mundo. Aqui, o percentual de veículos segurados é da ordem de 18%.

Ou seja, caso a transportadora se envolva em um sinistro, com um veículo não segurado, há grande probabilidade da transportadora ter que resolver o caso judicialmente.

Nesses casos, o mais recomendado é que ela contrate um perito, para fazer os levantamentos dos fatos com seu ponto de vista.

Esse levantamento é anexado ao processo com o título: Parecer Técnico.

A Nova Modalidade de Seguro que está Surgindo no Mercado

A realização de seguro é uma operação bastante antiga. Isso permitiu que as empresas seguradoras tivessem um amplo conhecimento do mercado, lançando seguros nos ramos mais diversos possíveis. Para evitar a dispersão desse mercado segurador, os governos criaram órgão regulamentadores do ramo de seguro.

No Brasil, a autoridade máxima do controle de seguros é a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados}.

A SUSEP regulamenta vários aspectos administrativo-operacionais das seguradoras. Ela impõe regras, de um modo geral, para as empresas de seguro. Uma ementa de regras gerais, divulgadas como informações ao público, pode ser consultada no site da SUSEP.

Essa superintendência impõe desde regras financeiras até regras operacionais para as empresas de seguro. No caso de regras financeiras, podemos ver o critério de administração de liquidez. Esse critério exige que a seguradora tenha um determinado volume de aplicações financeira com maior liquidez. Pois, as empresas de seguro podem ter a necessidade de lançar mão desse dinheiro para as indenizações como os de acidentes de trânsito.

Porém, apareceu um tipo de empresa concorrente, no ramo de seguro, mas, que não é seguradora. Essas empresas são associações que garantem uma indenização do bem segurado, para os seus associados. Essas empresas não estão subordinadas à SUSEP. Elas podem ter alguns custos reduzidos, pois não são obrigadas a cumprir uma série de garantias exigidas pela SUSEP.

O problema desse tipo de empresa é que ela pode não ter caixa para indenizar os acidentes de seus associados.

As transportadoras que operam com as seguradoras oficiais podem até pensar que esse problema não as atinge. Porém, essa visão está errada. Se um associado causar um acidente e não indenizar a seguradora, esse aumento de custos é repassado para os beneficiários de seus seguros. O envolvimento em acidentes de trânsito  com os usuários desse novo mercado é sempre uma dor de cabeça.

As seguradoras olham para esse mercado, avaliando o risco. Elas fazem estatísticas desse risco e cobram, um valor adequado de prêmios, para assumir tais riscos.

A Carga Transportada

Algumas pequenas transportadoras pensam que podem reduzir seus custos ao não fazerem o seguro da carga transportada. Porém, a lei nacional é clara que ao delegar a carga, à uma transportadora, essa assume o risco de ter que indenizar o proprietário da carga, com qualquer tipo de dano. Esse dano pode vir por um acidente de trânsito ou mesmo pela má acomodação do produto.

A qualidade da acomodação da carga no caminhão pode causar danos. Como exemplo, podemos citar o vazamento de chuvas. Alguns produtos podem ser danificados na presença de água. Esse é um caso clássico na indenização exigida de transportadoras.

Riscos Assumidos

Todas as transportadoras devem administrar esses riscos. Pois, as perdas por tais riscos são repassadas para a seguradora ou são assumidas pela transportadora.

Se repassadas para as seguradoras, o custo ainda é mais elevado pois as seguradoras operam, com lucro, para fazerem esse tipo de seguro. Elas cobram uma margem adicional, de segurança, para cada risco assumido.

Custos Adicionais com Seguradoras

As seguradoras operam com as grandes empresas visando obter lucro em cada contrato.

Uma conta rápida que as transportadoras devem ter em mente é de que todos os seus sinistros, ou acidentes de trânsito, serão indenizados com os valores dos prêmios pagos. Porém, além desse valor haverá um acréscimo para que a seguradora mantenha seus lucros, mesmo tendo assumido riscos de terceiros. Tais lucros são controlados, anualmente, pelos contratos firmados, entre as partes.

Administrando os Riscos dos Transportes

Algumas transportadoras tendem a pensar que elas delegam a administração de seus riscos operacionais que elas assumiram, para as seguradoras. Na realidade, essas transportadoras fecham os olhos para a administração de seus riscos.

Esse tipo de transportadora fica sem a conclusão detalhada do risco, impedindo que ela tome ações para evitar a recorrência de casos semelhantes.

E, quanto a indenização das perdas, elas são plenamente bancadas pelo pagamento dos prêmios pagos às seguradoras.

Portanto, não há economia em se operar dessa forma.

É preciso ficar claro que o volume de acidentes não é devidamente administrado, ao se delegar esse processo para as seguradoras. Muitas vezes essas transportadoras tem a informação superficial das regulações realizadas pelas seguradoras. É inviável trabalhar os motivos que causaram os acidentes, ao se operar dessa forma. O custo final acaba  ficando maior que em um processo que envolva administração desses riscos de acidentes de trânsito.

O moderno empresário, dos ramos de transportes, necessita administrar esses riscos e conhecer as evoluções desse mercado. É necessário, cada vez mais, reduzir custos para se manter no mercado.

Evoluções do Mercado

O CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) classifica os danos, de acidentes de trânsito, e os procedimentos para regularização dos veículos envolvidos. A resolução 466 ou 810, de 2020, regulamenta essa classificação.

Hoje, dependendo da gravidade dos danos no veículo, a empresa necessitará de um engenheiro mecânico, com inscrição no CREA que lhe permita emitir ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para legalizar novamente o veículo. Atualmente, é necessário um procedimento técnico para regularização, a transferência e a baixa dos veículos envolvidos em acidentes de trânsito.

O parágrafo acima deixa claro a necessidade de que a administração das empresas de transportes necessita atuar nessa área.

Nós, da Cleber – O Perito, estamos aqui para apoiá-los.

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